Playboy, perdeu playboy
http://espalhafatice.blogspot.com/ Perdeu?
Escrito por ninguém às 20h06
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Quem pode mais?
O lado bom e o lado ruim da coisa. Antigamente, desavenças pessoais eram resolvidas matando o desafeto. Foi assim durante séculos da nossa história recente, supondo que você que leia isso seja um humano. Foi assim, por exemplo, com o pequeno mas lastimável e estragado desde novo adolf. Hoje, graças a deus, a gente apela para o supremo tribunal federal. A gente chama isso de justiça. Alguns apelam para a justiça divina para ganhar uma causa. Outros apelam para a justiça divina para ganhar algum troco. É o caso da disputa entre globo e record. Uma se baseia em denúncias do ministério público de sei lá onde para divulgar maracutaias da rede record, tendo como pressusposto irregularidades da igreja universal do reino de deus, utilizando o dízimo e insenções fiscais para se apropriar do dinheiro de seus fiéis e investir em causas pessoais, como a própria compra da rede record de televisão ( e consequentemente de todos bons jornalistas apresentadores e os atores da globo pelos homens temerosos a deus, que deveriam estar no xadrez, o bispo e a rainha. Outra, alega ser o desespero da rival em ver, após décadas de monopólio, sua audiência escorrer pelas suas mãos, mas ainda sim sentindo; vejamos o caso do futebol, esse esporte que o brasileiro, eu e o resto do mundo se apaixona. Antes, de exclusividade do globo, esta se vê ameaçada pelo castelo de dinheiro de sua oponente, graças a deus. Quem pagar mais pelos direitos de transmissão dos jogos da copa de 2010 na africa do sul, ou até mesmo para a 2014 aqui na terra tupiniquim, leva. A outra também leva, mais em uma outra região menos apropriada. Quem por ventura paga mais, possui maior probabilidade de ter uma justiça mais favorável a seu favor, redundantemente. Quem por ventura paga mais, tem maior probabilidade de ser subsequentemente abençoado por deus, uma vez que é bílbico a sua função de doar o dízimo. Quanto mais, melhor. Não importa se a bíblia foi escrita por homens barbudos sujos e bêbados que davam gargalhadas e arrotavam balbuciadamente a cada novo salmo que escreviam, enquanto soltavam puns.
Escrito por ninguém às 10h52
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Born to feel the pain
Estou morando em aracruz. Não gosto de palavras que terminam em z. Esses dias fiquei gripado, com febre alta, dores por todo corpo, mal estar. Tava foda. Já sabia que eu tinnha, quer dizer, tenho alergia a dipirona, a paracetamol e ao aas, que medicamentos para dores. Mesmo assim, com a dor, resolvi tomar o tylenol (paracetamol). Na bula, recomenda de 35 a 55 gotas para adulto. Resolvi tomar apenas 20, para amenizar as reações alérgicas. Resultado: meu olho inchou pacas, mas a dor momentaneamente passou. No dia seguinte, ainda com os sintomas, fui no hospital de aracruz, que também atende pela unimed. Esperei, com todo o mal estar que ainda estava sentindo, por quase, quase mesmo, três horas até ser atendido em uma consulta de uns cinco minutos. O médico, um velho barrigudo de cabelo longo e branco com ar de hippie setentista, com receio, acabou que não me receitou medicamento algum, disse apenas que não era dengue (sem fazer exame de sangue) e que eu deveria procurar correndo um alergista. Ao menos, me deu atestado para dois dias. Por isso estou aqui em vitória escrevendo esse post. Ainda nesse fatídico dia, fui consultar um outro médico, conhecido da família. Conforme ele, as doenças podem ser causadas por um conjunto de fatores. Tenho receio de que possa agregar aos fatores alguma zica de alguém. Ao contrário do hippie setentista, ele me prescreveu seis, isso mesmo, seis remédios. Porém, entre estes um analgésico, que não continha nenhum dos três compostos acima citados aos quais tenho alergia, o tal do ibuprofeno, também me causou reações alérgicas: resultado, mais um para minha coleção. Não sei se existe algum tipo de medicamento para dor, isto é, analgésico, ou anti-inflamatório, sei lá, do qual eu não sofreria reações alérgicas, digo isso pois as reações podem causar o choque anafilático, e ainda mais, em aracruz não existe médico alergista. Ou seja, se precisar de um em emergência, eu morrerei. Devo procurar algum medicamento alternativo, caso não encontre, talvez tomar o medicamento que me causa alergia e ao mesmo tempo um anti-alérgico, ou procurar um analgésico natural. Talvez, alguns de vocês possam me receitar o telefone de alguém que comercialize um bom cachimbo da paz. Ou talvez eu realmente tenha nascido para sentir dor.
Escrito por ninguém às 16h35
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La hacienda
Eu sou psicólogo. Sou um bundão, carrego uma pasta e uso cavanhaque. Nunca havia ouvido falar, em termos de ciência, como área do conhecimento, de subconsiente, isto é, nunca li nehum autor discorrendo sobre o subconsciente, conceito tão comumente utilizado no senso comum, porém é algo inexistente. Existe sim o subzero, do mortal combate, mas de subconsciente nunca li nem ouvi nada, acadêmicamente falando. Mas é absurdamente explorado em novelas e conversas informais em mesa de bar ou cabelereiro. Freud, que sabia-se-lá vai que era cabelereiro, falou de consciente, insconsciente e pré-consciente. Muita gente tem razão sobre tudo. É comum notar em nosso meio social que sempre tem um alguém que se dá ao luxo de discorrer doutamente sobre determinado assunto. Podemos até citar a temática do subconsciente: você com certeza já ouviu alguém ou já proferiu sábias palavras (o que mais poderia proferir...?) sobre o subconsciente, mas agora sabe que essa coisa não existe. Essa é a verdade. Todo mundo sempre tem razão para tudo. Você, por exemplo, frequentemente ao acabar de ler um post em determinado blog, vai, com ar de mestre, argumentar certeiramente sobre o tema, e com certeza sempre encontrar uma solução, uma saída para tudo. Mas você não entende que não há saída, para nada, estamos todos perdidos. Dentro de nossas casas. Ou ao redor delas. Assim como aquele cara que participou e demonstrou com graça elegância, e sem camisa ao chamar os outros de "perinhas" toda a bestialidade da raça humana naquele programa de reallity show.
Escrito por ninguém às 09h49
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Oração
Meu teclado está aqui na minha frente tão certo como o ar empoeirado que eu dificultosamente respiro, em pé, na cidade, com crise asmática. Meu teclado está aqui na minha frente tão certo quanto eu duvido que o amanhã se levantará, sem fé, ao menos com bons frutos. Será? Meu teclado está aqui na minha frente, tão certo quanto eu não consigo estabelecer, mané, nenhuma forma de blábláblá, de comunicação. Ao menos, se cantasse um sambinha "párá-pára-pará", de cartola ou de boné, ou se parar pára pensar, este não é um texto que se ouve enquanto se ora. Tem que ler e cantar sem decorar, de coração, enquanto se fode. Cor oração ora - se fode ação corra corá cora cora ção qual é, a rel ação.
Escrito por ninguém às 19h21
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Bigodinho e outras pessoas
Algumas pessoas a gente não esquece, sabe-se lá porque, e acontece que vez por outra relembramos de certa gente que até nos estranhamos por isso. Um desses casos é Bigodinho. Bigodinho era um cara que conheci há algum tempo, pelas ruas do bairro e adjacências, e sabia-se que que era usuário crônico (OMS) de drogas. Quando estava com a gente, era tranquilo, conversava numa boa, etc, sem mais delongas, usando ou não a porcaria percepto-dissonante. Outras pessoas não são (consideradas) dependentes químicas, mas mesmo assim ou nem por isso conversam com a gente numa boa. Bigodinho, sabia-se, parece que cometia crimes, assaltava pessoas para comprar suas substâncias psicoativas. Por vezes, em outras situações era extremamente educado com gente que sequer conhecia. Outras pessoas que conhecemos no dia aa dia podem não assaltar nem roubar outras pessoas, mas também não são educadas com outras pessoas desconhecidas nem por alguns momentos. Me parece que Bigodinho morreu, sabe-se lá porque, mas ainda me recordo dele. Outras pessoas, por sua vez, sequer morreram, mas já estão esquecidas.
Escrito por ninguém às 20h27
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A maçã
"Se este amor, ficar entre nós dois, vai ser tão pobre amor, vai se gastar...." Não, não é nada disso, não venho aqui cantar raul. Venho relatar um fato: em meu apartamento, existe um vão central de ventilação na cozinha, que engloba a coluna de final 2 (102 a 502). Este vão termina lá embaixo no apartamento 102, o que causa alguns infortúneos para o morador, devido a alguns resquícios de lixo ali depositados, sendo, ainda, alvo de lembretezinhos no elevador. Existe nas laterais deste vão uma coluna horizontal, vamos assim dizer, de alguns centímetros, de modo que alguns objetos que por desventura caem ou são jogados permanecem nestes espaços, tais como cotonetes, bicos de detergentes, restos de incenso e uma maçã. Logo que casei, quando mudei para cá, uma maçã caiu, pulou ou foi jogada nesta coluna horizontal. Não sabemos se existia uma terceira pessoa. Estava, como a gretchen, quase toda comida, mas ainda existia 'carne' nela. Com o tempo, chovia, ventava, fazia sol, e a maçã continuava ali, sem pestanejar ou oscilar. Faz quase um ano já. No entanto, como a gretchen, a maçã apodrece a cada dia que passa. Era uma bela maçã parcialmente devorada quando foi jogada, e agora é um troço preto, apodrecido mas que continua ali. Eu a observo cotidianamente de minha cozinha, e acompanhei de perto seu processo de putrefação, assim como uma mãe caridosa, cuidadora e sofrível acompanharia um filho com câncer terminal. Assim como, também, acompanhamos a carreira da gretchen. Não posso me privar, metafórico que sou, de comparar-me a essa maçã: havia em mim um resto, uma sobra, uma soberba de sonho, de carne, de gente, de ser desejante, que aos poucos, ao cair aonde caiu, permaneceu parado, isolado e apodrecendo, em desperdício se tornando um ponto negro que teima em permanecer no lugar aonde foi arremessado por alguma criança chorona do apartamento de cima. A maçã, se cair dali, certamente não irá renovar-se de suas cinzas, em vista que sua semente já deve estar carbonizada e sordidamente destruída pela voraz ação do tempo. Assim como a gretchen. Mas se ainda houver semente ali que possa vir a vingar, o solo não permitirá, pois ela cairá no assoalho do vizinho de baixo, de piso frio. Logo, será jogada fora. Eu não sei sobre mim; talvez, possa vir a debruçar-me e com a ação voraz mas nem tanto calamitosa do tempo, quem sabe cairei em algum terreno fértil, e essa minha queda possa vir a significar um recomeço. Pois eu não sou uma maçã. Sou um pouco mais ácido, de vez.
Escrito por ninguém às 10h55
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Sopa
Jonas é um jardineiro; gostava de ver as plantas crescerem para então poder ir lá e podá-las. Seu pai nem seu avô mexiam com isso. Mas ele assegura que é um dom nato que deus havia lhe dado - ser bom em cortar mato. Além disso, Jonas amava arrumar as coisas, organizar o que está fora do lugar e colocá-las novamente em seu devido espaço. Jonas também queria ser enfermeiro para curar as pessoas. Gostava de se curar também. Ás vezes deixava o cabelo crescer só para ir lá e ter o prazer de cortá-lo. Recentemente algo começou a preocupar seus familiares: Jonas vivia se machucando, se cortando, pegando de propósito resfriados e outras infecções. Só para se reestabelecer novamente. Mas o que Jonas aparentemente ignorava era que esse dom não era nato, ele aprendeu isso, inconscientemente. Ignorava também o fato de que não era necessário bagunçar as coisas intencionalmente para poder arrumá-las, o mesmo com sua saúde: não era preciso se adoecer de propósito para poder se curar; isso acontece naturalmente: as coisas se desorganizam, a gente normalmente vez por outra adoece, se fere, nos acidentamos. Não era preciso, Jonas, dar sopa ao azar. A vida se encarrega disso.
Escrito por ninguém às 19h11
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O jardim
Estive no jardim, não haviam muitas pessoas por lá naquela hora - estava bem vazio, aliás. Era noite e eu estava só. Mas mesmo assim não me detive e fui em frente, sem temer o pior. Devo adiantar que não era um pomar, mas sim um jardim, de flores como rosas e orquídeas. De fato, haviam alguns espinhos e urtigas lá também. Me diziam outrora que quando a gente encosta em uma urtiga, a gente tem que mijar em cima da área de nosso corpo que tocou na planta para que a irritação passe. Quem dera fosse esse o remédio para a irritação cotidiana que assola boa parte de nós, que não temos plantas em casa e por isso precisamos ir até o jardim. Mas não é. Como disse, naquele momento eu era praticamente o único visitante no jardim, eu estava de passagem por lá. Eu não queria me prolongar por ali, e tratei logo de ir em direção às roseiras, no intuito de conseguir alguns belos botões para florir a minha vida. Ao me encaminhar até a roseira, senti certo receio mas mais uma vez não me detive e prossegui, sem temer o pior. Cheguei até as roseiras. Só que neste momento, dois faróis se aproximaram e, na dúvida sobre de quem seria aquelas luzes que se aproximavam, temendo o pior, a se precaver, as roseiras se aglomeraram no beco onde estavam, e eu de sobressalto, também temendo o pior, me juntei a elas, e uma das roseiras apontou uma bela pistola pretona firmemente apoiada em seus punhos na direção dos faróis, seguindo seu percurso, até que os faróis passaram pelo beco e o perigo momentaneamente se foi. Era uma bela arma aquela empunhada pela roseira armada, tenho que admitir, e ainda tive sorte de não me ferir com os espinhos. De fato, levei alguns botões, e de súbito me pus prontamente a sair correndo dali, com muito, mas muito medo mesmo. Eu prometo nunca mais querer saber de flores novamente.
Escrito por ninguém às 10h02
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Mestre em Psicologia
Como eu queria arrumar um emprego.
Escrito por ninguém às 17h16
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